A apanha de azeitona:
Era uma festa! Vinte ou trinta pessoas entre homens e mulheres. Ainda estava muito longe o tempo das máquinas, por isso a apanha era com varas e lonas. A azeitona era metida em sacas de serapilheira e à noite vinha para casa em carros de bois. O Pai e eu ao fim do dia íamos para a janela da cozinha, para sentir o chiar dos carros de bois e assim sabermos pouco mais ou menos a azeitona que se tinha apanhado naquele dia. Pela manhã do dia seguinte o Pai ia pesar as sacas carregadas de azeitona, para estarem prontas para seguirem para o comprador.
Antigamente principiávamos a campanha no dia 26 de Dezembro e ia até Fevereiro ou mais. Todos os dias pela manhã o pessoal juntava-se lá em casa. Antes de partir para o trabalho e como o tempo era incerto discutiam se haviam de ir ou não. Um dia estavam nesta discussão e um afilhado dos meus Pais disse “se xuber é auga se num xuber pouca há-de ser” . E assim partiram Não sei se” Xubeu” ou não
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